2009
07.17

Vídeos


 

 

2009
07.15

Como funciona uma exposição de estrutura e beleza ?

Existem três tipos de exposição de Estrutura e Beleza:

1. Exposição Geral de Todas as Raças: é um evento de âmbito geral onde entram todas as raças que, depois, são comparadas entre si para avaliar o nível geral da criação de cães. Dividem se em:

Exposição  Nacional – julgada por um Árbitro de grupo ou de todas as raças onde os cães participam de Campeonato Nacional.
Exposição  Pan Americana – julgada por um Árbitro de grupo ou de todas as raças onde os cães participam de Campeonato Pan Americano.
Exposição  Internacional – julgada por um Árbitro de grupo ou de todas as raças onde os cães participam de Campeonato Internacional.

2. Exposição Especializada de uma Raça é uma mostra na qual só participam exemplares da mesma raça e têm o objetivo de esmiuçar as qualidades e faltas particulares da raça analisada. Julgada por um Árbitro especializado, normalmente, criador da raça.

3.  Match de raça é um evento de âmbito regional, julgada por um criador da raça que promove o evento com o objetivo de formar futuros Árbitros de Exposições.

O Ritual da Exposição

1.  Julgamento das raças – na primeira etapa da Exposição as raças são separadas por Grupos e cada raça de cada grupo é examinada separadamente, obedecendo ao seguinte ritual:

a) Julgamento das classes – as classes são separadas por sexo, idade e título. Primeiro as fêmeas e depois os machos.
Na classe filhote são avaliados e classificados os cães com idade entre quatro e seis meses.
Na classe Novíssimos seis meses e um dia e os doze meses.
Na classe Juniores são avaliados e classificados os cães com idade entre os doze meses e um dia e os vinte e quatro meses.
Na classe seniores são julgados os cães na faixa etária de mais de vinte e quatro meses que ainda não tenham títulos, para disputar o título de Campeão.
Depois vem a classe campeonato onde são julgados os exemplares que já tenham obtido o título de campeão, para disputar o Grande Campeonato.
Na Classe Grande Campeonato só participam os Grande Campeões.

b) Julgamento do Melhor da Raça – uma vez selecionados os vencedores das classes, a etapa seguinte é o julgamento do Melhor Macho entre os machos e da Melhor Fêmea entre as fêmeas. O julgamento da raça termina com o julgamento do Melhor da Raça e o Reserva da Raça entre o macho vencedor e a fêmea vencedora. No julgamento do Reserva da raça entram também os Reservas Macho e os Reserva Fêmea conforme o caso. Se o macho ganhar, entra o Reserva Macho para disputar com a Melhor Fêmea, o Reserva da Raça e vice versa.

2.  Julgamento dos grupos
Os grupos são separados em 10, segundo o critério da FCI:
Grupo  1 – Cães Pastores e Boiadeiros (Exceto os Suíços)
Grupo  2 – Pinscher, Schnauzer, Molossos e Boiadeiros Suíços.
Grupo  3 – Terriers.
Grupo  4 – Dachshunds.
Grupo  5 – Cães Spitz e Tipo Primitivo.
Grupo  6 – Sabujos e Cães de Pista de Sangue.
Grupo  7 – Cães de Aponte.
Grupo  8 – Cães Recolhedores, Levantadores e d’Água.
Grupo  9 – Cães de Companhia.
Grupo 10 – Lebréis ou galgos.
Grupo 11 – Cães não reconhecidos pela FCI

Os vencedores de raça, agora vão disputar os melhores dos grupos, assim, um a um entram novamente em pista os vencedores das raças pertencentes ao primeiro grupo. Desses cães são pescados os quatro melhores do grupo 1. Em seguida entram os vencedores do grupo 2 e, com o mesmo procedimento, são selecionados os quatro melhores do grupo 2 e assim por diante até o grupo 10.

3.  Julgamento do Final da Exposição
Os vencedores de grupo, agora vão disputar o Melhor da Exposição, assim, um a um entram novamente em pista os vencedores dos grupos. Desses cães são selecionados os quatro Melhores da Exposição começando pelo Melhor da Exposição (Best-in-Show). Após entrar o reserva do vencedor o Árbitro seleciona o Segundo Melhor da Exposição e assim por diante.

Bruno Tausz – Etólogo
www.brunotausz.com.br
Presidente do Conselho de Cinologia da CBKC
Árbitro Allrounder da CBKC
Árbitro de Adestramento da CBKC

2009
07.15

Para que servem as exposições e o pedigree?

“Uma exposição canina é instituída para qualificar, classificar e selecionar exemplares que tenham potencial para aprimorar a criação de cães.”

Muita gente se pergunta para que, participar de exposições caninas. Isso é só frescura! E o pior é que esse conceito se estende ao pedigree. A grande maioria das pessoas ainda acha que o pedigree serve apenas para encarecer o filhote.

Então porque as pessoas procuram os “legítimos”? Porque escolhem uma determinada raça? Se o pedigree não é importante, porque não comprar um vira-latas?

Bem! Vamos definir, primeiro, o que é raça pura.

Um cão de raça pura é o produto do acasalamento entre dois cães de mesma raça reconhecida pela FCI (Fédération Cynologique Internationale).

O órgão representante da FCI, no Brasil é a CBKC (Confederação Brasileira de Cinofilia).

Agora vamos definir mestiço.

Um cão mestiço é o produto do acasalamento entre dois cães de raças diferentes. Daí por diante, qualquer acasalamento de um cão de raça pura com um mestiço é, automaticamente, um mestiço.

Em seguida, vamos definir o que é vira-latas.

Um Vira-latas é o produto do acasalamento entre dois mestiços cujo resultado torna impossível definir qual ou quais as raças que o originaram… Alguns autores, ainda, definem o mestiço cujas raças de origem são impossíveis de definir como SRD (Sem Raça Definida).

O pedigree nada mais é do que um Certificado de Registro de Origem.

Tem o mesmo papel de um Certificado de Garantia de um produto. Ele vai garantir a procedência do exemplar que está sendo adquirido. É um documento que, se lido convenientemente, vai revelar ao comprador se o vendedor é um criador sério, se ele “apenas” possui uma fêmea que cruzou com um macho qualquer, ou se ele escolhe suas matrizes (fêmeas reprodutoras) e procura um bom padreador (macho reprodutor) para consumar o acasalamento, afim de obter uma ninhada com possibilidades.

É aí que entram as Exposições Caninas de Estrutura e Beleza.

Uma exposição canina é instituída para qualificar, classificar e selecionar exemplares que tenham potencial para aprimorar a criação de cães. É claro que os proprietários de cães vencedores festejam efusivamente as vitórias, mas somente um vence.

A qualificação será sempre mais importante do que a classificação. A classificação é feita por comparação entre os cães presentes. A qualificação independe do número de exemplares inscritos ou presentes. O árbitro qualifica cada exemplar de acordo com suas virtudes e suas faltas. Já nos aconteceu numa exposição, que, numa raça, o exemplar classificado como Melhor da Raça recebeu uma qualificação apenas Suficiente e, noutra raça, outro cão classificou-se em Terceiro lugar com uma qualificação Excelente.

O critério de avaliação deve obedecer aos objetivos da criação, portanto, o árbitro está em contato constante com os criadores para tomar ciência dos problemas que cada raça apresenta. Quando um árbitro observa a incidência freqüente de determinado defeito, creditado como hereditário, atribui um valor maior aos exemplares isentos dele.

Assim, uma Exposição Canina, ao invés de ser considerada uma “frescura”, é uma oportunidade para você escolher a raça, a pelagem, o porte, e o temperamento do cão que irá conviver com você, na mesma casa, pelos próximos 10 a 12 anos.

Bruno Tausz – Etólogo
www.brunotausz.com.br
Presidente do Conselho de Cinologia da CBKC
Árbitro Allrounder da CBKC
Árbitro de Adestramento da CBKC

2009
07.15

O julgamento do cão numa exposição

Na avaliação de um exemplar para Exposição, o Árbitro julga mediante um roteiro. Os padrões oficiais das raças são elaborados pelas sociedades de criadores e, também, seguem este roteiro:

Exame Preliminar

1. Faltas Desqualificantes – neste quesito, o árbitro deverá verificar se o exemplar é ou não portador de faltas desqualificatórias comuns a todas as raças, tais como, cegueira, surdez, mutilações ou qualquer tipo de invalidez; atipicidade; machos que não apresentem um ou os dois testículos perfeitamente visíveis na bolsa escrotal; faltas desqualificantes textualmente descritas pelo padrão específico de cada raça, tais como: faltas dentárias, mordedura incorreta, altura, temperamento agressivo etc. e, finalmente, a utilização de artifícios químicos, físicos ou cirúrgicos com a intenção de alterar a aparência natural, em favor das características rácicas exigidas pelo padrão.

2. Caráter e Temperamento – sendo o temperamento parte da bagagem genética, tem um peso acentuado na avaliação das outras qualidades. Embora não se possa fazer testes de temperamento, durante uma exposição, exceto para o grupo terrier, que tem seu teste específico. Durante o exame preliminar, o árbitro avalia as qualidades da estrutura mental do exemplar, através da observação do seu comportamento.

Exame em STAY (Parado)

1. Aparência Geral – verificação das características de porte, tipo e da harmonia do conjunto: proporções entre a altura, a largura e o comprimento; entre a cabeça e o tronco; o comprimento, textura, pigmentação, cor e marcações da pelagem; estado do pêlo, presença ou ausência de subpêlo; substância: relação ossatura e musculatura.

2. Cabeça – exame das características gerais de masculinidade e feminilidade; da proporção crânio-focinho; da inserção e do porte das orelhas; da inserção, forma, cor e expressão dos olhos; do stop, focinho e trufa; da boca: os maxilares, lábios, dentadura e mordedura, a coloração da mucosa e gengiva.

3. Linha Superior – visto de perfil, análise da linha de contorno que vai desde a nuca, passando pela crista da face dorsal do pescoço, cernelha, ápice dos processos espinhosos, ao longo da cadeia de vértebras dorsais e lombares até a garupa, na inserção da cauda. Neste quesito são examinados, ainda, a forma pela qual o pescoço está engastado no tronco; a posição da cernelha; resistência e elasticidade do dorso e do lombo; a posição, angulação e comprimento da garupa.

4. Linha Inferior – visto de perfil, análise da linha de contorno que vai da ponta do esterno (manúbrio), passando ao longo do esterno e do ventre, até a linha anterior do contorno da coxa. Aqui, são observados, ainda, o desenvolvimento do peito, de perfil, e do antepeito, de frente; forma e curvatura do arco descrito pelas costelas (visto pela frente ou por trás), conseqüentemente, o volume torácico e o grau de esgalgamento do abdome (com ou sem cinturinha).

5. Membros Anteriores – que inclui o ombro, o braço (úmero), o antebraço (rádio e ulna ou cúbito), a munheca (carpos e metacarpos) e o pé. O árbitro examina a substância, angulações escapuloumerais, paralelismo dos aprumos, inclinação ou verticalidade e direcionamento dos metacarpos, formato e compacticidade das patas; espessura, cor e resistência das almofadas plantares, dureza e aspereza da sola.

6. Membros Posteriores – que compreende a garupa (coxal), coxa (fêmur), perna (tíbia e fíbula ou perônio), jarrete (tarsos e metatarsos) e as patas. O exame é semelhante ao dos anteriores: o árbitro confere com as características da raça, o comprimento, largura e a inclinação da garupa, as angulações das coxas com a garupa, das coxas com as pernas, o prumo dos jarretes e, conforme o item anterior, as patas.

7. Cauda – é examinada em item separado, dada a sua importância no conjunto de características de cada raça: a posição da inserção na garupa; espessura e comprimento, incluídas as caudectomizadas; forma; porte e pelagem.

Em Movimento

Ida e Volta

Visto pela frente e/ou por trás – observação do grau de alinhamento, proximidade ou afastamento, entre os membros do lado esquerdo em relação aos do lado direito (single tracking ou em paralelo); o comportamento dos cotovelos; a direção, aprumo e firmeza dos metacarpos, durante uma passada e a direção, aprumo e firmeza dos jarretes, no instante da pisada.

O segredo de um bom julgamento é a análise do exemplar durante a movimentação. É, quando o apresentador não tem como tocar seu cão, portanto não pode ajeitá-lo.

Em Círculo

Visto de perfil – o árbitro, no centro da pista, pede que o condutor movimente o exemplar a trote lento, em círculo, para observar a postura, o comportamento e o preparo físico do exemplar; comportamento (firmeza ou oscilação) da linha superior (pescoço, dorso, lombo e garupa); a fluência e desenvoltura na movimentação, alcance das passadas dos membros anteriores, rendimento da propulsão dos posteriores e a cobertura de solo.

É o momento em que a rigidez/flacidez de seu dorso se evidencia. O comprimento do passo pode ser comparado com o comprimento do passo dos outros exemplares etc. É, também, quando alguns apresentadores confundem com competição de velocidade e tentam correr mais, às vezes um exemplar com boa amplitude de passada fica prejudicado porque para correr precisou aumentar a freqüência das passadas e, como conseqüência, reduzir o tamanho do passo.

A Preparação do Cão Para a Exposição

Sabendo o que se pede é relativamente fácil preparar seu cão para ser exibido numa exposição.
Atenção – nenhum cão poderá apresentar-se em Exposições de Estrutura e Beleza com coleiras de grampo (espinhos). O cão será desclassificado.

1. O treinamento:
Exame preliminar – o cão, qualquer que seja a raça, deverá estar treinado para se deixar tocar de tal maneira que o Árbitro possa verificar a dentadura, no caso dos machos, os testículos, e sentir sua estrutura.
Exame em stay (parado) – o cão deve estar treinado para permanecer imóvel, em posição anatômica, durante, pelo menos, três minutos para permitir a observação do árbitro.
Exame em movimento – o cão deve movimentar-se a trote, em linha reta, na direção que o árbitro orientar sem demonstrar ansiedade, agressividade ou nervosismo.
Exame em conjunto com outros cães – da mesma forma o cão deverá se apresentar sociável sem aceitar provocações de outros cães e, principalmente, sem provocar.

2. O toucador:
Cães de pêlo curto – (boxer, doberman, mastife, pinscher etc.) devem apresentar-se asseados, dentes limpos (sem tártaro), pelagem brilhante, unhas aparadas e isentos de cheiros desagradáveis.
Cães de pêlo médio – (collie, golden retriever, setter etc.) além dos quesitos dos de pelo curto, devem estar escovados e com o pêlo desengordurado. Se o padrão indicar tosa, devem estar tosados de acordo com o descrito no padrão.
Cães de pêlo longo – (lhasa apso, poodle, maltês, bichon frisée etc.) além dos quesitos dos de pelo curto, devem estar escovados, com o pêlo desengordurado e tosados de acordo com o descrito no padrão.

3. O apresentador – o cão poderá ser apresentado por um handler profissional, amador ou pelo seu proprietário. Em qualquer dos casos o apresentador deverá respeitar o Árbitro, os organizadores do evento e seus colegas de competição com uma atitude esportiva qualquer que seja o resultado.

4. O Árbitro – é a autoridade máxima dentro da pista de julgamento e suas decisões deverão ser respeitadas, pois os resultados são indiscutíveis e irrecorríveis.

5. Dúvidas e Reclamações – quaisquer dúvidas ou reclamações deverão ser dirigidas à superintendência da Exposição.

Bruno Tausz – Etólogo
www.brunotausz.com.br
Presidente do Conselho de Cinologia da CBKC
Árbitro Allrounder da CBKC
Árbitro de Adestramento da CBKC

2009
07.14

Higiene dos ouvidos

A frequência de limpeza dos ouvidos é variável de acordo com a raça podendo ser feita semanalmente ou quinzenalmente. Cães com orelhas caídas e compridas merecem atenção especial e a limpeza deverá ser feita com maior freqüência. Para esta limpeza devem ser utilizados um chumaço de algodão seco, ou produtos de limpeza específicos para esta finalidade e indicados pelo veterinário.

2009
07.14

Banhos

Os cães necessitam de banhos semanais ou quinzenais, dependendo da raça, tipo de pelagem e local onde vivem. Banhos em excesso devem ser evitados, pois fazem com que os pêlos percam a sua oleosidade e sua proteção natural, tornando-se sem brilho e opacos. A freqüência dos banhos pode ser diminuída através de uma alimentação balanceada e da escovação diária dos pêlos.

A data exata para o inicio dos banhos é muito discutida, porém recomenda-se o primeiro banho a partir de 2 a 3 meses de idade. O primeiro banho deve ser agradável e pouco traumático, em um local seguro e confortável para o filhote longe de correntes de ar.

O banho deve ser dado com água morna, evitando-se a água quente, que retira o brilho do pêlo, além de agredir e ressecar a pele. Os ouvidos devem ser protegidos com algodão seco.

Deve-se utilizar shampoos e sabonetes próprios para cães, e não produtos para humanos, pois a pele e os pêlos dos animais apresentam características próprias e necessitam de produtos diferenciados, com PH, capacidade de limpeza e hidratação adequadas. Depois do banho os animais devem sr secos com toalhas e/ou secadores de cabelos, devendo sempre abrigálos de correntes e ventos.

2009
07.14

Higiene dos dentes

Aos 7 mêses de idade os cães já possuem a sua dentição definitiva. A troca de dentição ocorre com aproximadamente com 3,5 meses, e, os dentes de leite caem facilmente e normalmente não são encontrados assim que perdidos. O cão adulto tem normalmente 42 dentes e o filhote 32.

Os cuidados com os dentes são essenciais e iniciam-se com a verificação dos dentes e gengivas, com uma freqüência de pelo menos uma vez por semana. Deve-se observar se há mau hálito, escoamento de saliva, gengivas inflamadas, dentes soltos ou quebrados e a presença de cálculos dentários “tártaro”. O cálculo pode acarretar a queda dos dentes, gengivites, odor fétido, e até mesmo levar a infecções nos rins e coração ocasionando problemas mais sérios.

Os dentes e gengivas devem ser escovados suavemente pelo menos 1 vez por semana, com uma escova macia e pasta dentária para cães. Desde de pequenos os cães devem ser acostumados e estimulados com o ato da escovação para que se torne um hábito durante toda sua vida. Para tanto deve-se introduzir o dedo envolvido numa gaze com uma pequena quantidade de pasta dental veterinária e massagear a gengiva e os dentes dos filhote, afagando e brincando com ele durante a escovação.

Os filhotes podem ser estimulados a brincar com diversos produtos mastigáveis que serão úteis principalmente na fase de troca de dentes, quando o crescimento dos dentes permanentes provoca coceiras e levam os cães a morderem objetos. Estes produtos estão disponíveis em diversas formas (Ossos, bolas, sapatos, biscoitos, tiras, etc…) e servem para exercitar os dentes e massagear as gengivas, sendo também excelentes para auxiliar na higiene dental, prevenindo a formação de placas e doenças periodontais.

Esses produtos são digeríveis, contém poucas calorias e são melhores que os ossos naturais, que podem desgastar ou trincar/quebrar os dentes, ou causar danos maiores, como fraturas, obstruções e/ou perfurações da cavidade bucal e/ ou esôfago.

É recomendável levar o seu cão ao veterinário regularmente para uma avaliação bucal.

2009
07.14

Alimentação

Os cães devem ser alimentados com rações comerciais secas, úmidas ou semi-úmidas e devem ter água limpa e fresca sempre á sua disposição. Existe no mercado uma grande variedade de rações comerciais; a escolha da ração deve ser baseada na composição que deve estar de acordo com a idade do animal e suas necessidades de nutrientes que são estabelecidas, levando-se em conta o porte do animal e a sua atividade. O médico veterinário poderá indicar quais as melhores opções de ração para cada cão.

Fornecer ao animal de estimação uma alimentação sensata, irá lhe proporcionar uma melhor qualidade de vida, ajudando a prevenir problemas de saúde e de ordem nutricional, tais como a obesidade e carências nutritivas, para tanto deve-se seguir algumas orientações que devem ser adotadas desde a fase de filhote:

Estabelecer horários fixos para a alimentação retirando a vasilha 1 hora após tê-la oferecido ao animal. Isto o habituará a se alimentar somente de alimentos frescos e evitará que insetos sejam atraídos para a ração.

Oferecer a quantidade de ração estabelecida pelo fabricante e de acordo com o peso e o porte do animal; não oferecer guloseimas como doces, alimentos condimentados, massas ou mesmo restos de refeição.

Além de desnecessário o cão poderá se tornar obeso, poderá ter problemas de pele e tártaro nos dentes, além de se habituar a pedir petiscos ao pé da mesa, tornando-se mais seletivo e muitas vezes, recusando sua ração. Os cães, não tem, como os homens, a necessidade de variar o paladar de seus alimentos, portanto para mantê-los saudáveis e satisfeitos basta oferecer-lhes ração de boa qualidade.

2009
07.14

Alimentação dos filhotes

Até o desmame o filhote encontra no leite materno todos os nutrientes que precisa. A época do desmame varia dependendo do porte do animal, mas gira em torno de cinco a seis semanas de vida.

Aos 30 dias de idade, aproximadamente, os filhotes já podem começar a receber alimentos sólidos. Para facilitar a alimentação pode-se amolecer a ração com um pouco de água morna, e oferecer 3 a 4 vezes ao dia intercaladas á amamentação.

Após o desmame os filhotes devem ser alimentados 3 a 4 vezes ao dia até terem, aproximadamente, 90 dias, sempre sendo oferecidos água fresca e limpa á vontade. A partir daí ele deve receber 3 refeições diárias, que será reduzida gradativamente conforme o cãozinho for crescendo, de modo que a partir de 1 ano de idade ele seja alimentado 2 vezes ao dia.

Até completar 1 ano de idade os cães devem receber ração própria para filhotes, pois estão em fase de desenvolvimento e crescimento e possuem necessidades nutricionais diferentes das do cão adulto.

2009
07.14

Vermifugação

O combate á verminose é talvez a principal preocupação que se deve ter com relação aos cães. A grande maioria dos filhotes já nasce com uma quantidade maior ou menor de vermes, pois a cadela os transmite através da placenta e do leite.

A primeira vermifugação, pode ser feita com a orientação de um médico veterinário, já a partir de 20 dias de idade, podendo ser repetida uma vez ao mês, até os 6 meses de idade e a partir daí, a cada 3, 4 ou 6 mêses, dependendo do ambiente onde o animal vive e da recomendação do seu médico veterinário.

É importante uma rigorosa higiene do ambiente onde o filhote permanece, bem como do local destinado como “Banheiro do filhote”, com desinfetantes de boa qualidade e baixa toxicidade, para que se evite a reinfestação do cão pelos ovos dos vermes, que são eliminados através das fezes, bem como a ocorrência de zoonoses (doenças trasmitidas aos cães através dos ovos de vermes dos cães).